Como combinado com o cirurgião, as 7h45 já estava no Hospital Privado da Trofa. Não estava muito nervosa, finalmente tinha chegado o dia e queria que tudo acontecesse rápido para não entrar em stress...e assim foi! Por volta das 8h30, o Dr. Edgardo passou pelo quarto, conversamos um pouco e tive mais 5 minutos para me preparar..Quando dei conta, ja estava a ir para o bloco. Conversei mais um pouco sobre o tipo de perfil com o cirurgião enquanto ele me marcava com uma caneta. Ficou acordado o perfil alto. Uma enfermeira chegou e deu-me uma injecção...e não me lembro de mais nada! Quando abri os olhos estava já na sala de recobro e sentia tanto frio que tremia de forma descontrolada...cobriram-me com mais cobertores e, pouco depois, fui conduzida para o quarto e colocaram-me soro. Eram 12h15.
Lembro de sentir uma pressão terrivél nas mamas, tive inicialmente alguma dificuldade em respirar e mal me podia mexer...dores não tinha muitas ainda devido ao efeito da anestesia, mas as horas foram passando e o mal estar crescendo, sobretudo a dor nas costas por estar na mesma posição. Foi desesperante estar naquela posição tantas horas, nem a casa de banho podia ir. Não podia levantar-me e nem que o quisesse fazer a revelia das enfermeiras, era impossivél sem ajuda. A intensidade da pressão nas mamas foi aumentando. Não consegui comer nada de jeito nem dormir por um minuto de sexta para sabádo. O sábado ainda foi pior, a dor nas costas, não poder mexer-me e a pressão nos peitos. Lá me fui lavantando, de vez em quando, para ir a casa de banho com a ajuda de uma enfermeira regressando, de imediato, para aquela posição desesperante. Tive todo o apoio das enfermeiras e a visita assidua do Dr. Edgardo. Os analgésicos ajudaram, mas foi muito dificil permanecer deitada naquela posição tanto tempo. De sabádo para domingo não dormi de novo. No domingo tentei caminhar um pouco no corredor acompanhada dos meus dois amigos "drenos" atrás de mim. As dores debaixo dos braços devido aos drenos tinham aumentado desde o final da tarde de sabado e estava ansiosa por tirá-los. E assim foi por volta das 10h30. Tive a visita do Dr. Edgardo e mais um enfermeiro que me fizeram o grande favor de tirar os drenos. Não foi fácil, doeu bastante mas foi uma dor em simultâneo, pois foram puxados ao mesmo tempo :). O alivio foi imediato e, pouco depois, tive alta. Vesti-me com ajuda de uma enfermeira. Mal conseguia andar direita e foi com grande custo que cheguei ao elevador até a recepção e, finalmente, apanhar ar fresco! Não estava com o tal sorriso que esperava ao sair do Hospital mas sabia que, daqui há uns dias, as coisas iriam melhorar e aí sim, iria sorrir....

